05/08/1924 |
Nascia Milton Oribe
|
07/08/1942 |
Falecia o Dr. Heitor Soares Gomes |
07/08/1943 |
Explosão e incêndio destruíam a estação ferroviária da Laranjeira |
13/08/1860 |
João da Silva Machado recebia o título de ‘Barão de Antonina’ |
14/08/1906 |
Falecia Nestor Pereira de Castro |
15/08/1885 |
Inaugurada a Casa Escolar Dr. Brasílio Machado (Brasílio Augusto Machado de Oliveira era o Presidente da Província) |
18/08/1892 |
Inaugurados o ramal ferroviário Morretes-Antonina e a estação ferroviária da Laranjeira |
20/08/1854 |
Iniciada a construção da estrada da Graciosa |
29/08/1797
|
Portaria do Governador da Capitania de São Paulo, Antônio
Manuel de Mello e Castro Mendonça, elevava a Freguesia de Nossa Senhora do
Pilar da Graciosa à Villa Antonina
|
29/08/1991 |
Falecia, no Rio de Janeiro, Moisés Wille Lupion de Tróia |
30/08/1975 |
Fundada a Filarmônica Antoninense |
31/08/1946 |
Fundado o Ginásio Municipal de Antonina |
sábado, 1 de agosto de 2015
ANTONINA NO MÊS DA NEBLINA...
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sábado, 11 de julho de 2015
O PRÍNCIPE DA BEIRA, OU A ANTONINA QUE PODERIA TER SIDO
![]() |
| Retrato de Dom Francisco Antônio, Príncipe da Beira (1795-1801) achei aqui |
Parece muito estranho. O que este fundo de baía, cercada de
mangue e mato, tem a ver com um obscuro príncipe português que nunca saiu das
fraldas?
Antonina, e isso aprendemos desde cedo, foi uma homenagem ao
príncipe português Dom Francisco Antônio Pio de Bragança, filho do Príncipe D João
e da princesa Carlota Joaquina. Herdeiro do trono português, o real guri tinha
o titulo de Príncipe da Beira.
Nascido em 21 de março de 1795, o jovem príncipe, na época em
que recebeu a homenagem, ainda era um simpático pimpolho que usava fraldas. A
pintura-retrato que temos dele mostra sobretudo um menino moreno, de cabelos
encaracolados muito meigo e muito, muito pálido. Encostado na mesa, ao seu lado
uma maçã flechada. Que diabos era isso, o símbolo do amor?
Dom Francisco Antônio, no retrato, vestia uma camisa com
babados e ostentava a faixa alvirrubra que seu principesco título de príncipe da
Beira exigia. Seu olhar é triste, com olheiras profundas. Vontade de tirar o
piazinho dali e levar ele pra tomar sol na Ponta da Pita. Ou passear pelo
trapiche olhando os barcos e os urubus ao redor, pra ver se ele se animava.
Quem sabe? Uma vitaminazinha, um caldo da cana?
Enfim...
Mas Dom Antônio, nosso pueril Príncipe da Beira, nada tem a
ver conosco senão a homenagem que lhe foi prestada. A homenagem, assim, parece
um investimento para o futuro. Como a compra de um titulo de capitalização, alguém
queria receber no futuro do futuro Rei de Portugal alguma vantagem.
Posto em outros termos: o nome Antonina foi homenagem de
quem? A quem interessaria? Quem seria o puxa-saco lá daqueles tempos?
A primeira suspeita paira sobre outro Antônio, Antônio
Manuel de Melo e Castro de Mendonça, Governador Geral de São Paulo naqueles
tempos. Seu mandato, porem, começou em 28 de junho de 1797. Será que o processo
já se teria anunciado antes que este tivesse tomado posse? Se for ele, quais
seriam suas motivações?
O fato é que a homenagem ao pequeno príncipe, que seria o
futuro rei de Portugal, acabou em nada. Como acontecia com quase todos os
herdeiros do trono lusitano, os filhos mais velhos morriam muito cedo, e o
fardo de conduzir o império ultramarino português despencava nas costas dos
irmãos mais novos e mais despreparados. Dom Antônio acabou morrendo em 11 de
junho de 1801, aos seis anos de idade. Quem acabou assumindo o poder, anos
depois, foi o nosso conhecido Pedro de Alcântara.
E nós aqui? No inicio a cidade se grafava “Villa Antonina”,
assim tudo junto. Ou, a vila de Antônio. Assim encontramos toda a nossa
documentação no período colonial. Lá
pelo meio do caminho, durante a Regência e o Segundo Reinado, segundo o
inescapável Ermelino de Leão, é que se abandonou a forma antiga e se tornou
simplesmente Antonina.
Houve no passado (leia-se século XX) quem não gostasse do
nome da cidade, ou da intenção no nome. Achavam que estava no nome e na
homenagem uma explicação pelos males que a cidade atravessou nos últimos cinquenta
anos (é claro!). Acharam de procurar uma origem no grego “Antos”, flor. Vem daí
o verso “Antonina cidade das flores”, que foi pespegado em um de nossos hinos.
De suave e finíssimo olor? No meio do manguezal? Acho que este poeta tinha
problemas no nariz...
O príncipe Dom Antônio partiu cedo. O investimento feito em
sua homenagem morreu ainda em botão, mas a vila á qual emprestou o nome prosperou.
Antonina foi uma bela e futurosa cidade, cheia de riqueza, alegria, encanto e
beleza. Ainda tem tudo isso, menos a riqueza, que foi embora ao ultimo apito do
trem. Ou foi soterrada pelos sedimentos que assoreiam nossa baia.
Será que seria diferente se o nome da cidade fosse Pilar da
Graciosa? Ou Guarapirocaba? Será que o príncipe Dom Antônio, se tomasse um
caldo de cana todo dia na feira-mar, ou comesse bagre com pirão do mesmo na
praia do polacos sobreviveria e, já rei, nos faria melhores e mais felizes? É sempre
uma tentação ficar imaginando como seria nosso presente se nosso passado fosse
outro.
Mas o fato é um só: entre o mangue e o mato mora uma gente
como não tem igual, num cenário que é uma beleza que a natureza criou, como
disse o poeta (e enfatiza o geólogo). Nossa Deitada-a-beira-do-mar encanta e
encanta. Devemos nos orgulhar do que somos e do que conseguimos. Não é muito? Também
não é pouco...
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quinta-feira, 2 de julho de 2015
HENRIQUE LAGE E O COMEÇO DO FIM DE ANTONINA
![]() |
| Henrique Lage (1881-1941) e sua esposa, a cantora lírica italiana Gabriella Besanzoni (1888-1962) |
Há exatos 74 anos atrás, falecia no Rio de Janeiro o
empresário Henrique Lage. E nós, bagrinhos, o que temos com isso?
Nascido no Rio Henrique Lage foi um dos grandes capitães de indústria
do Brasil no inicio do século XX. Nascido no Rio em 14 de março de 1881, era filho mais velho do comendador Antônio
Lage, importante empresário e dono de diversos negócios nas áreas de carvão,
estivas e pequenas embarcações, além de um estaleiro para consertos navais. Com
o advento da Republica diversas empresas de navegação estrangeiras foram
nacionalizadas. Comprando o acervo da Norton- Megaw & Co, Antônio Lage
fundou, em parceria com Luiz Augusto Ferreira de Almeida, a Companhia Nacional de
Navegação Costeira, que foi durante muito tempo a principal empresa de
navegação do país.
A Costeira, como era conhecida, ficou famosa por seus
navios, os quais começavam todos com o nome Ita. A marca ficou tão importante
que ITA passou a quase ser sinônimo de navio. Quem não se lembra do grande
sucesso de Dorival Caymmi nos anos 40/50, “peguei
um Ita no norte”?
Henrique Lage formou-se em engenharia Naval nos Estados
Unidos, em 1909. Juntamente com seus irmãos, sucedendo o pai na direção da Lage
e irmãos – que ficou conhecida como o Império Lage – Henrique Lage foi um empresário
incrivelmente dinâmico. Aproveitou a onda de substituição de importações
durante a 1ª Guerra Mundial e ganhou muito dinheiro vendendo navios, que
fabricava no seu estaleiro na ilha do Vianna, em Niterói, e carvão, com o porto
de Imbituba, em Santa Catarina. Também fundou a primeira refinaria de sal
brasileira, que consagrou a marca "sal Ita". Foi também pioneiro da indústria da
aviação, com a construção de aviões de pequeno porte no Brasil.
Empresário nacionalista, Henrique Lage se orgulhava de
fabricar no Brasil navios e aviões, com poucos componentes importados. Seu período
de maior crescimento e atividade foram os anos 20. Nos anos 30 teve algumas dificuldades
econômicas, mas consegui manter o grupo.
Em Antonina Henrique Lage tentou realizar projetos de uma siderúrgica,
para atender seus projetos navais na ilha do Vianna, em Niterói. Contudo, seu vinculo
com a cidade estava principalmente em suas companhias de navegação, o Lloyd
Nacional e a Costeira, que faziam a navegação de cabotagem e integravam a
Deitada-a-beira-do-mar ao circuito da produção nacional.
Entretanto, a navegação de cabotagem estava com problemas, e
dependia em muito de subsídios governamentais. Em 1941, a Comissão de Marinha
Mercante suspende as subvenções pagas às empresas de navegação. A Costeira e o Lloyd sofrem o baque e tem sérios problemas financeiros. Como compensação,
o Governo Vargas primeiro concede empréstimos a companhia.
Quando Henrique Lage morre, em 2 de julho de 1941, o Governo
vai tomando conta da companhia, que é reestruturada. Sua viúva, a cantora lírica
italiana Gabriella Besanzoni, é afastada da direção das empresas, sob o
pretexto de não ser brasileira. Em setembro de 1942, com a declaração de guerra
as nações do eixo, as companhias são nacionalizadas.
Em Antonina, dependente da navegação costeira, o baque é tremendo.
Para evitar a crise, os famosos quatro escoteiros são mandados ao Rio com uma
carta onde pedem a reabertura dos escritórios do Lloyd Nacional e da Costeira na
cidade. Essa parte do filme já vimos.
Henrique Lage foi um industrial que conseguiu fazer multiplicar
as organizações que recebera de herança,
fazendo do tripé carvão, navio e ferro o eixo de seus negócios. Trata-se de um empresário
arrojado e obstinado, que não temia fazer altas apostas. No entanto, apesar de
suas boas relações com Getúlio Vargas, o estado novo por fim engole o Império Lage.
Hoje seu nome é lembrado no Rio com o Parque Lage, antiga
propriedade sua ao pé do morro do Corcovado. Em São Paulo, A REVAP, ou
refinaria do Vale do Paraíba, em São José dos Campos, também é conhecida como Refinaria
Henrique Lage.
Antonina? Antonina fica a ver navios...
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quarta-feira, 1 de julho de 2015
ACONTECEU ASSIM...O MES DE JULHO NA CAPELA!!
02/07/1941
|
Falecia, no Rio de Janeiro, Henrique
Lage
|
04/07/1854
|
Falecia, em Morretes, Antônio Vieira dos Santos
|
11/07/1801
|
Falecia, em Lisboa, o príncipe Dom Antônio
|
14/07/1927
|
Fundado o Clube Atlético Antoninense
|
20/07/1873
|
Inaugurada a Estrada da Graciosa
|
25/07/1879
|
Nascia Davi Antônio
da Silva Carneiro
|
25/07/1936
|
Fundado o Sindicato dos Arrumadores de Antonina
|
28/07/1923
|
Nascia, em Curitiba, Julia Alves (Graciano) (Nhá Gabriela)
|
30/07/1949
|
Falecia o escoteiro Milton
Oribe
|
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quarta-feira, 20 de maio de 2015
HOMO LATTES
(a Paleontologia Imaginária é um ramo da Paleontologia que trata de animais incertos; é um ramo do conhecimento que faz fronteiras com a paleontologia, a geografia, a física molecular, a psicologia e com Morretes (PR). Como membro da Sociedade Brasileira de Paleontologia Imaginária (SBPI) e colaborador da South American Review of Imaginary Paleontology, periódico classe A1 da CAPES, venho através deste blog fazer a divulgação científica da Palentologia Imaginária para o publico interessado em ciências)
Uma das mais impressionantes espécimes de hominídeos foi o homo lattes, que habitou as porções mais
altas da garganta de Olduvai, na Tanzânia, onde foram achados seus restos. Os exemplares desta espécie viviam em
ambientes pares, evitando fortemente ambientes impares (FNDE, 1998). Seu
principal habitat era a “Plataforma dos homo
lattes”, uma região de relevo tabular raso pouco acima da entrada de
Olduvai, nas cabeceiras do rio CNPQ, um dos formadores do lago MCT.
O homo lattes,
neste ambiente meritocrático agreste e semidesértico, alimentava-se somente de
pequenas comprovações e citações (CAPES, 2010), fato que limitava muito a
irradiação da espécie. De fato, as ocorrências fósseis mais importantes se
restringem aos pequenos “montes acadêmicos”, pequenas elevações próximas a
cavernas onde as ocorrências de registros
da espécie eram mais abundantes.
Segundo Osbourne Leakey, primo do antropólogo Richard Leakey
(O. Leakey, conferencia de abertura do 1º Congresso Brasileiro de Paleontologia
Imaginária, Brasília, 1992), as ossadas de homo
lattes apresentavam fortes indícios de problemas de coluna e ossos fracos,
por trabalharem obsessivamente , quase sempre sentados escrevendo em cavernas
mal ventiladas. Trabalhavam com artefatos bastante diversos dos demais
primatas, tentando fazer artefatos estranhos e de pouca utilidade, como pontas
de flecha sustentáveis e anzóis de osso que não capturavam adequadamente os
peixes. A cada tentativa, no entanto,
anotavam tudo escrupulosamente nas cavernas da região.
Uma das mais famosas destas cavernas é a Curriculum Cave
(INEP, 2007), onde estão preservadas as produções do homo lattes, como por exemplo as participações em Diretórios de
Grupos ao Redor do Fogo, as orientações de trabalhos e participações em caçadas
a manadas de antílopes e outros mamíferos. A maneira de escrever estas
produções era bastante trabalhosa e consumidora de tempo, mas parece que havia
algum sistema de recompensas para que se fizessem tais registros e os
mantivessem atualizados. Percebe-se pelo registro paleontológico que muitos
avanços foram realizados. Na Curriculum Cave 2, já no pleistoceno, por exemplo,
já era possível identificar os co-autores e recuperar citações.
O Homo lattes
tinha como predador os temíveis Burocraticus
capensis (capes, 2011). Esta espécie de carnívoros, que habitava o Planalto
Central logo acima da Plataforma dos homo
lattes, frequentemente exigiam dos
homo lattes novas e mais elaboradas inscrições nas cavernas. O Burocraticus capensis também
administrava um sólido sistema de recompensas com a distribuição de pequenas
bolsas de couro de antílope, que era revisto trienalmente e que provocava
grandes tribulações aos bandos (perdão! Diretórios de Grupos) de homo lattes (CAPES, op. cit).
Não existem indícios seguros das causas da extinção do homo
lattes. Uma das mais prováveis é a mudança climática na região dos montes
acadêmicos ao final do Pleistoceno, com o fim da distribuição de bolsas pelos Burocraticus capensis. Outra provável
causa é a competição com o homo sucupirus,
que surge na região ao final deste período e que disputa avidamente com o homo
lattes o controle da plataforma. Outros autores afirmam, no entanto, que o homo lattes se extinguiu porque não
conseguia mais fazer nada sem colocar lá dentro da caverna. Nem festa da firma
nem aniversário de criança, tudo era colocado lá na plataforma do homo lattes.
A falta de espaço num ambiente tão exíguo provocou a extinção da espécie antes
do fim do pleistoceno.
No entanto, resta a questão: com os homo lattes
extintos, quem ficou atualizando a
plataforma?
domingo, 3 de maio de 2015
AGUARDE OPORTUNIDADE NÃO HÁ VAGA
Em
uma das gestões do Dr Heitor Soares Gomes como prefeito Municipal, teve o mesmo
que ausentar-se do município.
Por
força de Lei, teria que passar a Prefeitura ao seu substituto, o Presidente da Câmara,
um cidadão semi-analfabeto, que na gíria popular malmente sabia assinar o nome
(deixo de mencionar o nome da ilustre autoridade da época, para não ferir seus
descendentes).
Mas
o Dr Heitor, sabedor da situação, explicou: “Todo requerimento que entrar
somente faça este despacho - Aguarde oportunidade - e quando for pedido de
emprego como professor ou outros cargos, despache ‘Aguarde oportunidade não há
vaga’”.
Explicou
tudo muito bem, que na sua volta resolveria os assuntos, pois a sua auzência
era de uns 20 dias o mais tardar.
Fez
ciente que um caboclo conhecido por Manequinho Centenário andava pleiteando um
cargo de professor no Quatinga, e que seu interino desse o requerimento
conforme fora indicado. Tudo certo, tudo feito, o Dr Heitor transferiu o cargo.
Acontece
que dias depois morre no sitio a mulher do tal Manequinho. O mesmo vem tratar
do funeral e requereu licença para o sepultamento no cemitério de São Manoel.
Resolveu
falar com o Prefeito. Foi ao gabinete, quando o mesmo ia entrando o Prefeito
disse:”Já sei de tudo, avise lá em baixo que mande para cá o seu requerimento
para ser logo despachado”. O pobre homem cabisbaixo agradeceu e se retirou.
Logo
o contínuo traz um maço de requerimentos, o Prefeito com ar importante, poz os óculos,
e logo procurou o do Manequinho, era seu primeiro despacho.
Mas
não leu o requerimento para ver o assunto. Como o Dr Heitor tinha avisado que o
homem andava pleiteando o cargo de professor e já tinha treinado no despacho
largou o verbo:
“Aguarde oportunidade não
há vaga.
fulano de tal
Prefeito Municipal”.
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sexta-feira, 1 de maio de 2015
ANTONINA EM MAIO
| 02/05/1719 Criada a Freguesia de N. Senhora do Pilar da Graciosa |
07/05/1937 Nascia Jubel Soares de Freitas (Tube)
|
09/05/1837 Nascia, em Itaguaí-RJ, Antônio Luiz von
Hoonholtz (Barão de Tefé)
|
| 11/05/1932 Fundado o Clube Literário e Recreativo de Antonina |
| 14/05/1879 Nascia, em Antonina, Caetano Munhoz da Rocha |
| 18/05/1866 Nascia Nestor Pereira
de Castro |
18/05/2010 Falecia Jubel Soares de Freitas (Tube)
|
20/05/1880 D. Pedro II e comitiva visitavam a cidade
(almoço na casa do Comendador Antônio Alves Araújo)
|
| 23/05/1921 Falecia João Thiago
Peixoto |
| 26/05/1874 Falecia, em Piracicaba-SP, Antônio
Pereira Rebouças Filho |
| 26/05/1968 Falecia Manuel
Eufrásio Picanço |
colaboração de Celso Meira
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quarta-feira, 29 de abril de 2015
QUEM É O DONO DO CENTRO CÍVICO?
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| Síria? Iraque? não, Centro Cívico, em Curitiba... TIREI DAQUI |
Diz-se que, na civilização, o monopólio da violência passa a
ser monopólio do estado. E que monopólio! Qual um tzar, Beto Richa e seus
deputados se trancam na assembleia para arrochar os trabalhadores do estado e
libera a “sua” polícia para de novo bater numa manifestação de professores. (Álvaro
Dias, lá na solidão do Planalto Central, olha no espelho e se vê bonito na foto...).
O Estado tem o monopólio da violência (e que violência!!) mas
não tem o monopólio da verdade. Soltar uma nota em que “lamenta” o confronto,
com a esfarrapada desculpa de que havia radicais e “irracionais” e blacblocs, tudojuntoemisturado. Armando
Falcão, Filinto Muller, Sergio Fleury e outros assinariam mais essa pataquada,
velha como a luta de classes. Mais uma pantomima de um governo sem governo, um
governo que já veio com sua própria “herança maldita”. E ainda falam da Dilma,
os pitbulls e boçais “haters” da internet!
Ao ver as manobras da PM no Centro Cívico, é de impressionar
a quantidade de bombas lançadas pela policia contra os manifestantes. Vejam os vídeos,
pululando pela rede. Parece que dinheiro pra comprar bombas pra jogar em
professor o estado tem, e tem de sobra, pra jogar gases tóxicos até a última
garrafa. Pra pagar salario pra professor
(e pra policial!!) é outra coisa.
Esse é o paraná das “Zelites”: um o Paraná “justo”: o Paraná
de Nelson Justus, do Bibinho, de Alexandre Cury, de Beto Richa. O estado das
privatizações, dos funcionários fantasmas da Assembleia Legislativa, dos
deputados filhos das famílias de sempre, mandando no estado desde sempre. Outro,
o Paraná dos professores, dos policiais (sim, também deles!), dos sem-terra, do
povão que vive trabalhando pro agronegócio, do povão entalado ao final do dia
no terminal do Pinheirinho. Um sentimento
estranho esse, ver esse povo que conheço tão bem se massacrando – afinal, um
policial também é povo. Uma vontade de pegar o carro, o ônibus, o avião e ir
pra lá, tantas vezes cruzei aquela rua de carro ou a pé. Parem com isso,
camaradas!! O inimigo é outro!! Choro de impotência.
É um mundo estranho esse. Onde o mais típico século XX se
encontra com o XXI nas redes, e o rebuliço que elas causam. A Direita tá na
rua, mas a luta de classes também. Querem derrubar o estado do bem estar social,
tão malmente construído à sombra da constituição de 88. Ainda tão capenga esse
nosso Welfare State!
Ainda deve estar um cheiro danado de gás no final da Barão
do Serro Azul. Parece que o barão, fuzilado pelos florianistas no inicio da República,
emprestou seu nome ao local onde a repressão se dá mais forte em Curitiba. Triste
sina. Um monte de gente ferida, um monte de gente sangrando, um monte de gente
nos hospitais de Curitiba, e Beto Richa vai construindo sua legenda negra. O por
do sol frio de abril se impõe sobre as lutas sociais. Mas amanhã é dia de
continuar a luta.
Esse governo inepto pode ganhar abril, como perdeu
fevereiro. Mas perderá o resto do ano, com certeza. O Paraná merece um futuro
melhor. Estas lutas precisam desmascarar essa elite medrosa e corrupta que nos
assola e não nos deixa avançar. Pra isso, viva os professores paranaenses!!
quinta-feira, 23 de abril de 2015
MOLAS QUEBRADAS
O
nosso amigo José Peixoto Pinto, quando fez cavação por meios políticos como
cabo eleitoral do P.S.D. em prol da candidatura do Dr Pedro Taborda Veiga para
deputado estadual, conseguiu um emprego no estado, ser professôr e mais tarde
transferiu-se para jardineiro do Grupo Escolar Dr. Brasílio Machado.
E
para assumir as funções de funcionário teve o nosso amigo de arrumar a papelada
e ir até a capital fazer exame de saúde, seguro de vida e um amontoado de
coizas que até o deixou todo atrapalhado.
O
Sr gerente da firma Valente ao saber que o Zéco iria a Capital deu-lhe uma incumbência,
mandar consertar um despertador.
O
Zéco logo ao chegar a capital tratou logo do conserto do despertador. A casa de
conserto entregou-lhe a ficha que o mesmo guardou, não olhando o que dizia.
Foi
a secretaria de Saúde tirou chapa de Raio X e corre d'aqui, corre d'ali; uma
papelada sem fim e foi guardando tudo.
Na
hora H grampeou toda a papelada entregou à encarregada na secretaria de
Educação para afinal receber o título de nomeação, tudo já estava quase pronto.
Mas
resolveu a encarregada de fazer uma revisão na papelada, e qual não foi a sua
surpreza, ao deparar que o Zéco não estava em condições de saúde normal, ainda
deu tempo de chamá-lo e disse: “o Senhor ainda não pode receber o título, me
devolva”. O Zéco intrigado com o caso, pois o seu exame déra tudo bem e agora
surgia esse impasse a ultima hora. Ficou nervoso, perguntando à encarregada
qual o motivo de tal atitude.
A
encarregada imediatamente respondeu: "Tem um caso complicado em sua
Radiografia". O Zéco ainda mais nervoso ficou: "Isso não pode ser...a senhora me
explique o que está acontecendo".
A
encarregada lhe explicou:”Aqui tem mola quebrada”.
Aí
é que o Zéco pode notar o engano, e ponderou:”A senhora me desculpe, houve um
engano em logar do cartão de Radiografia eu tinha colocado o cartão do
despertador. O que está com a mola quebrada é o despertador do Gerente do
Valente - as minhas estão todas boas”.
(NE- Da mesma forma que o post anterior, conservei as grafias antigas que não prejudicavam o entendimento do texto)
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quarta-feira, 15 de abril de 2015
SARTREANUS CASTORIANIS
(a Paleontologia Imaginária é um ramo da Paleontologia que trata de animais incertos; é um ramo do conhecimento que faz fronteiras com a paleontologia, a geografia, a física molecular, a psicologia e com Morretes (PR). Como membro da Sociedade Brasileira de Paleontologia Imaginária (SBPI) e colaborador da South American Review of Imaginary Paleontology, periódico classe A1 da CAPES, venho através deste blog fazer a divulgação científica da Palentologia Imaginária para o publico interessado em ciências)
Uma das espécies mais características do pós-guerra
mesozóico foram os galináceos da família dos Sartreanus (Christos &
Leboriaux, 1946, Congresso de Paleontologia Imaginaria de Potsdam). Essa
espécie era muito ruidosa, e em geral preferia a vida em pequenos nichos
ecológicos bem especializados, como os cafés do plioceno da bacia de Paris
(Lefort, 1958).
Animal muito inteligente, logo ocupou rapidamente seu
espaço, questionando com vigor o status quo anterior. Tinham asas bastante
desenvolvidas para galináceos do seu porte, e pulavam as cercas com frequência. Costumavam ter mais de um parceiro,
embora fossem fiéis a somente um deles. Nestes casos, os Sartreanus sp iam esclarecer estas relações exogâmicas
em romances autobiográficos os quais, infelizmente, não foram preservados no registro
paleontológico (Le Bom, 1991).
Durante o período máximo de especiação, espalharam-se por
quase todos os ecótones, com sua essência sempre precedendo a existência.
Explicavam essas e outras postulações tanto em tratados filosóficos quanto em
romances de formação pleistocênicos, dos quais restam muitos poucos vestígios
(Zizou, 2006). Depois de um grande período de radiação adaptativa, alguns ramos
tiveram algum sucesso evolutivo parcial, como o chiquitos baccanus, descritos
no holoceno da ilha de Martinica (Braguinha, 1950; Veloso, 1968). Os demais
foram paulatinamente se extinguindo, abandonando ruidosamente seus postulados
filosóficos anteriores. Como postulado por Zizou (op.cit), a desistência
antecede a extinção.
domingo, 12 de abril de 2015
PEGUE O SEU CHAPÉU E VÁ EMBORA
Na
firma João Cordeiro e Filhos, onde eu trabalhei por 20 anos, assisti diversos
fatos.
Certa
vez o Sr. Manoel Mendes Cordeiro, de saudosa memória, gerente e sócio da firma,
indignado com o operário socador de herva mate Paulo Vidal, lhe disse:
- Não lhe quero ver mais
aqui, pegue o seu chapeusinho e vá embora.
Passado
meia hora, o Sr Cordeiro vae ao armazém e o Sr. Paulo Vidal continua a
trabalhar.
O
Sr. Cordeiro novamente o advertiu, e sahiu.
Deixa
passar alguns minutos e volta:
-
Mas o senhor é teimoso! Eu já lhe disse,
pégue o seu chapéu e vá embora - e com um gesto de imaginação- e vá já!
Vira-se
o Sr Vidal e diz:
-
O Senhor mandou eu pegar o meu chapéu. Mas
a questão é que eu vim de boné...
O
Sr Cordeiro deu uma risada e disse:
- Continue a trabalhar...
(NE - Editei esse conto com a ortografia original, que me pareceu muito mais saborosa e fácil de entender)
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quarta-feira, 8 de abril de 2015
HOMO INABILIS
(a Paleontologia Imaginária é um ramo da Paleontologia que trata de animais incertos; é um ramo do conhecimento que faz fronteiras com a paleontologia, a geografia, a física molecular, a psicologia e com Morretes (PR). Como membro da Sociedade Brasileira de Paleontologia Imaginária (SBPI) e colaborador da South American Review of Imaginary Paleontology, periódico classe A1 da CAPES, venho através deste blog fazer a divulgação científica da Palentologia Imaginária para o publico interessado em ciências)
O homo inabilis foi uma das espécies de hominídeos mais estranhas que
surgiram nas savanas africanas durante o Plio-Pleistoceno. Tinham um cérebro
altamente desenvolvido, e parecia-se com os homo
erectus mais evoluídos. Mas os homo inabilis
se constituíram numa verdadeira catástrofe em termos ecológicos. Eram muito
distraídos e provocavam confusões muito grandes entre os primatas de sua era. Bandos
de caçadores compostos por homo inabilis
estragaram muitas caçadas de outras espécies de hominídeos, em geral porque
faziam barulho fora de hora, atravessavam o meio da tocaia, ou atraiam
acidentalmente bandos de tigres de dentes de sabre para o interior de
agrupamentos de hominídeos desprotegidos. Julga-se que muitas espécies de hominídeos
foram acidentalmente extintas quando, durante as caçadas, os homo inabilis
perdiam o controle sobre as manadas de elefantes que tentavam capturar.
O antropólogo Osborne Leakey,
primo do famoso descobridor dos pitecantropus
e australopithecus, sir Richard
Leakey, foi o principal estudioso dos homo
inabilis. Em seu trabalho mais importante (O. Leakey, 1958), com o
surgimento dos homo inabilis, muitas
espécimes de primatas acabaram se extinguindo. Evidências antropológicas encontradas
em camadas do plioceno africano descobertas por Leakey (op. cit.), registram a
extinção de espécimes e grandes incêndios florestais em todo o leste africano.
Os indícios levantados por Osborne Leakey
parecem indicar que foram os homo
inabilis os primeiros hominídeos a domesticarem o fogo. Isto quando pararam
de se queimar e de provocar devastadores incêndios pelas savanas, que acabavam
com ecossistemas inteiros. Estima-se que, isoladamente, os homo inabilis foram de longe a espécie que mais alterou os
ecossistemas pleistocênicos, de uma maneira até então nunca antes vista.
Em geral, os homo inabilis tinham boas idéias, mas nunca eles as colocavam
completamente em
prática. Quando colocavam, era de forma tosca e imperfeita,
logo dirigindo seus esforços para outras atividades e deixando aquelas idéias
de lado. E assim por diante. Aperfeiçoaram o fabrico de utensílios, com novas
técnicas de lascamento de pedras e outros artefatos líticos. Os espécimes que
se dedicavam a estas tarefas sempre apresentavam escoriações advindas do
trabalho de fabricação: dedos quebrados ou mutilados, pés cortados. Não foi por
acaso que são invenção dos homo inabilis
os primeiros - e toscos - curativos até hoje encontrados (Leakey, op.cit).
Ainda segundo o monumental
tratado de Osborne Leakey, infelizmente desaparecido e somente encontrado em
fragmentos preservados pelo fogo, pode-se supor que os homo inabilis acompanharam os homo
sapiens na sua peregrinação rumo a Europa e Ásia.
A grande
questão que se coloca (Pereira & Schroeder, 1988, atas do congresso de
Paleontologia Imaginária de Vina del Mar) é se os homo inabilis se extinguiram completamente ou se ainda se
encontram, isoladamente, entre os grupos atuais de homo sapiens. O próprio Osborne Leakey nunca conseguiu responder de
maneira definitiva essa questão. Socorro!!
segunda-feira, 6 de abril de 2015
PLANTAR BANANA
Quando
o Sr. Demerval Cordeiro tinha banca no mercado para venda de frutas e verduras, certa
ocasião apareceu um caboclo da Lagoinha por nome de Hilário, oferecendo ao
Demerval umas 40 dúzias de bananas. Mas para fazer negócio necessitava de uns
CR$30,00 adiantados, e foi atendido.
Passado
mais de 15 dias o Hilário não trouxe a banana, mas veio dar uma satisfação ao
Demerval, que necessitava de mais 15.000 cruzeiros para comprar um animal para
a puxada da banana, pois o percurso era longo e demorado. O Demerval atendeu.
Mais
uns 15 dias e nada de banana. Mas o Hilário apareceu, necessitava de mais
10.000 cruzeiros para um carro, desejava comprá-lo, pois com o animal era muito
pouco o serviço quase não rendia, e no carro puxava 2 dúzias de cachos cada vez.
Ao ser atendido solicitou 5.000 para o arreamento, o dono do carro fazia
somente o negócio do carro com o arreio. Foi atendido nos 15.000.
Passou
mais alguns dias e nada. Voltou a falar com o senhor Demerval, pois a estrada
estava péssima, não dava para o carro passar, encalhava, era carga e descarga,
muito sacrifício! Necessitava mais 10.000 cruzeiros para os reparos da estrada.
Foi atendido.
Decorreu
um mez e nada do Hilário com a banana.
Mas
o Hilário apareceu e foi o Sr. Demerval que foi procura-lo. Ele o encontrou e
falou: “como é a banana? dei dinheiro
para comprar o animal, o carro com o arreio, dinheiro para fazer a estrada,
dinheiro adiantado para o corte, e até agora nada de banana!”.
O
Hilário, calmo, ouviu tudo e depois disse: “Seu
Demerval, tudo que o sr disse é verdade, e agora eu precisava de uns 100.000
cruzeiros para plantar o bananal”.
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quarta-feira, 1 de abril de 2015
ANTONINA EM ABRIL
01/04/1917 Inaugurado o Moinho Matarazzo |
03/04/1873 Criada a Comarca de Antonina e Morretes |
04/04/1934 Fundado o Club Ypiranga |
17/04/1958 Inaugurado o prédio da Capitania dos Portos |
20/04/1900 Falecia, na Lapa, o Padre Pinto (Francisco da Costa Pinto) |
22/04/1888 Falecia, em Palmeira, o Comendador Antônio Alves Araújo (político, industrial, duas vezes presidente da província) |
26/04/1935
Falecia, em Curitiba, Teófilo
Soares Gomes
|
28/04/1914 Nascia, em Penedo-AL, Aguinaldo Vieira da Silva (Profeta)
(CONTRIBUIÇÕES DE CELSO MEIRA)
|
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sexta-feira, 27 de março de 2015
A POLÍTICA FAZ TUDO (o curador, o médico e a política)
No
dia 24 de maio de 1951 a
convite do candidato a prefeito pelo Partido social Democrático Dr. Pedro Daros,
fui em companhia do mesmo à Ponta da Pita e redondezas, em propaganda de sua
candidatura.
Depois
de percorrermos os diversos moradores, fomos à casa do cidadão Manoel Roza, o
qual esta em tratamento de saúde com o Dr. Pedro Daros.
Fogo
de chega (época de eleição) o Dr. Daros (muito interessado, como todo politico
faz) pergunta do estado de saúde do Sr. Roza.
O
mesmo logo se pronunciou:
“Doutor o meu caso era muito diferente do
tratamento que o Senhor fez. Era feitiçaria, um sujeito que queria me atrazar a
vida e me matar com feitiço...”
O
Dr. Daross, concordou dizendo: “Que
monstro, que perversidade! E como curou-se?”.
"Com
um curador, que me contou toda minha moléstia, e mandou que eu me retirasse
d'aquela casa".
O
Dr. Daros: “Que coisa formidável, esse
homem fez todo o diagnostico...”
E
continuou o Sr. Roza: “Me deu umas
garrafadas, uns benzimentos, e eu fiquei curado”.
O
Dr. Daross animado não com a cura, mas com a politica, disse: “Esses curandeiros são formidáveis...”.
E
eu com meus botões ouvindo toda presepada do curador e a politica, fiquei certo
que se o Dr. Daros fosse curador e não medico, com as garrafadas e benzimentos,
seria com mais facilidade eleito.
E
quando nos achávamos longe da casa do Sr. Roza eu disse ao meu amigo Dr. Daros:
“Ao menos uma vez na vida o Sr. Foi
obrigado a acreditar em feitiçaria e nos curadores. A politica faz tudo”.
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segunda-feira, 23 de março de 2015
FASCISTUS sp
(a Paleontologia Imaginária é um ramo da Paleontologia que trata de animais incertos; é um ramo do conhecimento que faz fronteiras com a paleontologia, a geografia, a física molecular, a psicologia e com Morretes (PR). Como membro da Sociedade Brasileira de Paleontologia Imaginária (SBPI) e colaborador da South American Review of Imaginary Paleontology, periódico classe A1 da CAPES, venho através deste blog fazer a divulgação científica da Palentologia Imaginária para o publico interessado em ciências)
O fascistus foi um gênero de vermes muito comuns no início do Cenozóico. Existem indícios de uma ampla especiação em escala planetária, com registros fósseis mais importantes no eoceno da Itália (fascistus sp) e posteriormente uma espécie mais virulenta no oligoceno alemão (fascistus nazionalsozialistus). Existem registros que o fascistus, proliferando-se a partir das cervejarias de Munique, tornou-se a espécie dominante no mioceno alemão, também com registros um pouco posteriores na Espanha (f. francus) e Portugal (f. salazaristus), entre outros.
O fascistus era uma espécie muito agressiva, ameaçando seriamente o espaço vital de outras espécies importantes em diversos ecótones, às vezes assumindo o papel de exterminação em massa (Mengele & Eichmann, 1943). Particularmente ferrenha foi a disputa de espaço entre os fascistus sp e o sinistrus sp (ver sinistrus) em varias partes do planeta durante o plioceno (Molotov & Ribentropp, 1939). Alguns roedores do mioceno da Inglaterra (Liberalistus anglicensis) também foram competidores do fascistus (Chamberlain & Churchill, 1940). Um pouco mais tardio, o mamífero Roosevelticus newdealorumdo mioceno e plioceno da America do norte também foi um importante competidor do fascistus, apesar de suas notórias dificuldades de locomoção dos membros inferiores (Eisenhower et alii, 1941, atas do Congresso de Palentologia Imaginária de Pearl Harbour). A conjunção destes diversos competidores, assim como a falta de alimentos e combustíveis em seu próprio habitat levou à extinção violenta da maioria das espécies de fascistus ao fim do pleistoceno (cf. atas do Congresso de Paleontologia Imaginária de Nuremberg, 1946). Entretanto, algumas espécies isoladas de fascistus sobreviveram e chegam até os dias de hoje, embora muito insignificantes na moderna cadeia alimentar (Olavo de Carvalho, com oral, 2014).
Na America do Sul tivemos duas épocas de irradiação do fascistus. Antes do Plioceno, tivemos alguns espécimes de platielmintes que mimetizavam o fascistus, adquirindo alguns de seus hábitos, como o Salgatum integralis do Brasil e o peronius fascistus da Argentina. O Salgatum integralis, de coloração verde, era praticamente inofensivo, embora tivesse língua ferina (Lacerda, 1954; Quadros, 1961). Já o peronius foi mais importante, e derivou para outros espécimes com características bem distintas da original, embora ainda pertencentes ao gênero peronius, como o p. montonerus, o p. menemistus e, atualmente, o peronius kirchnerii (Borges & Casares, Imaginary Paleontology review, Special Issue, 1988).
O fascistus, principalmente da subespécie milicum, reintroduziu-se tardiamente na America do Sul a partir de locais na America do Norte depois do fim do plioceno (McCarty, 1953; Nixon, 1968, atas do Congresso de Paleontologia Imaginária da Filadélfia). Instalando-se em diversos ambientes diferentes e, sem competidores naturais à altura, o fascistus dominou o continente sul-americano durante o pleistoceno inferior. Foram particularmente importantes of. mediciis e o f. videlius, no Brasil e na Argentina respectivamente (cf. Costa e Silva, 1968; Galtieri & Massera, 1975, Imaginary Paleontology Review). Uma das espécies mais resistentes, o fascistus milicum pinochetieri, do pleistoceno chileno, foi particularmente letal, tendo alguns espécimes sobrevivido até perto do presente (Bachelet & Frei, 1991, atas do Congresso de Paleontologia Imaginária de Viña Del Mar). Apesar de ter sido julgado extinto ou controlado, ainda temos muitos casos de contaminação por fascistus em diversas partes do mundo (Sarkozy & Le Pen, 2002; Berlusconi, 2005; Índio do Brasil et alii, 2010). Mais recentemente, descobriu-se tratar não de vermes do fascistus típico, mas espécies de piolhos que provocam uma sarna e dão arrepios ao coçar feridas antigas e já cicatrizadas, como o milicus depijamus e o filhotis dictaturii (Kataguiri & Harakiri, 2015), deixando os organismos de saúde sob alerta. Xô, fascistus!!
(NE - Por vezes, o fascistus pode infestar as aves da família dos ramphastidae. De quatro em quatro anos, quando trocam as penas sob a influência da infestação genérica de fascistus, estas aves perdem as penas e, completamente calvas, emitem um canto triste, retrógrado mesmo [R. Azevedo, comunicação verbal]. Quem já ouviu confirma que é muito triste aquele cantochão vindo de aves de tão bela plumagem).
PS - Neste breve post não nos referimos a especies ainda vivos, só os já devidamente extintos. Mas, na Paleontologia, mesmo na Paleontologia Imaginária, tudo é uma questão de tempo...
sexta-feira, 20 de março de 2015
EMBAIXO DE NHÁ MESSIA
Há
muitos anos no prédio de propriedade da família Gomes, na parte alta, morava
uma senhora por nome Messias.
Certa
vez aportou em nossa terra um ganha-vida-fácil, com um aparelho daquela época
conhecido por kosmoramus e alugou a
parte baixa o fora da casa de Nhá Messia. Foi uma coiza nunca vista, todos
queriam olhar no tal kosmoramus, e o
proprietário fazia de seu caça-vintém o meio de vida.
Um
caboclo vindo à cidade e sabedor do fato, também quiz olhar e levar a boa nova
para o sitio. Seria uma grande novidade. Nhô Bastião foi olhar também.
E
assim o fez. Ficou muito satisfeito, e voltou logo para o sítio para contar o
sucesso, o que tinha visto.
O
quando chegou em casa logo a primeira coisa foi contar a mulher: “Ah muié, você nem sabe o que eu vi, só você
indo também pra vê”. E a mulher do Bastião diz: “Conta home!”. Ele de tanta alegria dizia: “Mas eu até de bonito nem sei contá o que é aquilo! Só sei que, em baixo
de Nhá Messia tem uma coisa que se espia!”.
E
a notícia correu por toda a parte nos sítios.
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quarta-feira, 18 de março de 2015
LUIS POLACO RI SOZINHO
![]() |
| Depois da chuva, secar as asas...(foto Eduardo Nascimento) |
Passei o ultimo dia 11 de março trabalhando e pensativo. No céu,
nuvens negras estavam carregando e trazendo a chuva benfazeja que tanto
esperamos para nossos minguados reservatórios. Os meses de seca serão muito
ruins este ano, mais que nos anos passados. No final do dia a chuva veio forte,
chuva de verão, a inundar meu quintal e desentupir as calhas aqui de casa.
Comecei a pensar num outro 11 de março com chuva, o de 2011,
aí na minha querida Deitada-a-beira-do-mar. Tentei pensar na crônica que escreveria
sobre o assunto, que me toca tão de perto. Mas as frases não vieram, o assunto
não deu liga, e eu fiquei pensando o porquê.
Na verdade eu queria escrever era sobre outra data, o 14 de
março de 2011, que foi o dia em que cheguei à cidade para ajudar nos trabalhos
dos deslizamentos. O que vi era uma cidade de joelhos, mas as pessoas estavam
mais participativas, solidárias, como só a tragédia sabe fazer. Estavam ali os mutirões de
gente pra ordenar material a ser distribuído a quem estava desabrigado, as
pessoas abrigadas em casas de parentes, os funcionários da prefeitura subindo e
descendo fazendo coisas, Canduca e seu secretariado no quartel dos bombeiros
discutindo o que fazer (e fazendo). As ruas eram um formigueiro de gente atarefada e, porque não dizer, feliz. Lembro que fiquei tão animado que falei isso
pra Canduca e pro Cel. Cicinho: era uma oportunidade de Antonina se reinventar.
Escrevi isso aqui no Bacucu com Farinha (aqui).
Por mais que tudo estivesse literalmente caindo, era melhor
que o ânimo de hoje. Quando estive recentemente na cidade, o papo era o mesmo: “Jeffe, Antonina não tem jeito”. “A roubalheira tá demais, seu!”. “Também, com esse prefeitinho...”.
Ontem, Eduardo publicou no seu blog um post bem pessimista, “Reage Antonina” (aqui), no qual mostra o
desânimo com a administração (?) da cidade. Com todo respeito, meu caro
Eduardo, acho que, pela sua saúde e a de todos, é preciso mudar o foco.
Não que não seja preciso combater os maus governantes. É
preciso denunciar o Triste João, o Vazio João (veja aqui), o tal que tem até biografia
na Wikipédia (veja aqui), mas ao qual falta estofo e integridade para ocupar o
cargo que ocupa. A Administração de João D’Homero tem que ser combatida, e isto
apesar da Câmara fraca que temos (com as honoráveis exceções que tanto conhecemos). É perfeitamente explicável o desânimo que toma conta das pessoas. (Aliás, cabe a pergunta: onde
está a tal Comissão Processante?).
Mas Antonina é sempre Antonina. A Antonina do mar, da arte e
do amor é muito maior que um prefeito vazio de ideias e cheio de ambições
pessoais. Não é porque o prefeito é um narciso que acha feio o que não é
espelho e que aparelhou a prefeitura em busca de ganhos fáceis que as pessoas vão
desistir. A cidade fica, os prefeitos passam, como tantos já passaram...
Talvez seja preciso mudar o foco. Meu querido amigo
Orlandinho Bittencourt me dizia sobre isso na ultima vez que estive aí na
terrinha, logo depois do carnaval: Antonina precisa (as pessoas precisam) ter
uma visão menos institucional e de mais cidadania. Concordo com ele. Associações,
como a do Turismo e a Associação Comercial, associações de bairros e outras
podem ser uma saída contra o desalento. Eventos sem ajuda oficial, como o
Jequiti Cultural, são prova disso. Morretes é prova disso.
Antonina é uma cidade cheia de gente que adora trabalho
voluntário, que adora causas coletivas, que adora ajudar. Por que não usar isso
a favor? A reação talvez seja por aí. Não adianta nada ficar falando pelas
ruas, como se isso colocasse neurônios na cabeça de quem não os tem (ou tem só
pra ostentar). É preciso recuperar a cidadania no seu mais alto grau. Como? Não
tenho receita magica, nem ninguém tem. Mas o coletivo que quer realmente mudar
tem mais força, pois o produto da energia de todos é maior que a soma das partes.
Povo unido não precisa de governo. Taí, falei! São Bakunim,
rogai por nós!!
(contraponto pessimista ao meu anarquismo fora de hora: enquanto
isso, o Vereador Luís Polaco, lá na
Ponta do Felix, olha as nuvens se formando por sobre o morro do Feiticeiro e ri
sozinho, olhando pela janela )
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Antonina orgulho do Brasil
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