01/03/1841 |
A Freguesia de Morretes era elevada à Vila, desmembrando-se de Antonina |
01/03/1876
|
Nascia João Thiago Peixoto
|
02/03/1870 |
Nascia Francisco Antônio Marçalo (Coronel) |
05/03/1919 |
Falecia, em São Paulo, o Dr. Brasílio Machado |
06/03/1972 |
Era fundada a Escola de Samba Batuqueiros |
08/03/1851 |
Nascia Manoel Vicente da Silva (Monsenhor) |
09/03/1854
|
Nascia, em Castellabate, Salerno, Itália, Francesco Antonio Maria Matarazzo
|
11/03/1836 |
Nascia, em Morretes, Manoel Alves de Araújo (Conselheiro, Ministro do Império, Presidente da Província) |
13/03/1939 |
Inaugurado o Grupo Escolar Rocha Pombo |
14/03/1881
|
Nascia, no Rio de Janeiro, Henrique Lage
|
16 a 17/03/1955 |
Os
estudantes do Ginásio governador Lupion, em signal de protesto pela falta de
luz elétrica na cidade, acenderam velas pelas ruas e levou a efeito um
desfile das velas, sendo 2 estudantes detidos pela policia, os dispersando a
cacetetes, reinando indignação na cidade, 1 estudante foi prezo. (ANOTAÇÕES
MANECO PICANÇO)
|
19/03/1875 |
Falecia, em São Paulo, João da Silva Machado (Barão de Antonina), primeiro senador pela Província do Paraná) |
19/03/???? |
Nascia, em Diamantina, MG, José Justino de Mello (Dr.) |
21/03/1795
|
Nascia, em Lisboa, o príncipe Dom Antônio
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22/03/1865 |
Nascia Francisco da Costa Pinto (Padre) |
23/03/2007
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Falecia Alceu Ribeiro Baron
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25/03/1908 |
Nascia, em Jaguariaíva, PR, Moisés Wille Lupion de Tróia |
27/03/1996 |
Falecia Dona Júlia Graciano (Nhá Gabriela) |
29/3/59 |
Domingo
de paschoa - o Primeiro e único
concurso de bambolê para crianças foi levado a efeito no Clube dos Operários -
venceu a menina Eneide Galvão do Rio Apa. (ANOTAÇÕES MANECO PICANÇO)
|
domingo, 1 de março de 2015
ANTONINA EM MARÇO
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015
DORME DORME BLOGOSFERA..
Nesses dias chuvosos, chuva mansa e calma caindo pelos beirais das casas, a blogosfera dorme. Dormirá o sono dos justos, o sono daqueles que chegaram ao limite das forças e que, agora, sob a calma das cobertas, se recompõe para mais um dia de lutas? Ou dormirá sonos intranquilos, coração oprimido, sonhos com os monstros que o sono da razão produz?
Em vários locais da Deitada-a-beira-do-mar, pessoas ficam inquietas com essas chuvas que não cessam, dormem sonos intranquilos ao escutar o manso barulho das gotas no telhado. Lembram-se angustiadas de outras noites de medo e de desespero de um passado não tão distante. Mas, indiferente ao sono intranquilo dos que tem razões para temer o excesso de chuva, a blogosfera dorme.
O corpo fica cansado daquele lado, e ela, a blogosfera se vira de lado, procurando uma posição, que logo encontra. Lá fora pessoas estão trabalhando, descarregando caminhões de mercadorias, transportando coisas de um lado pra outro, indo trabalhar no escritório. Os pés estão gelados, o sapato que molhou, as incomodações-outras da chuva que cai, mansamente, há vários dias. A blogosfera dorme.
Há seca no Nordeste. Milhões de pessoas sem água, nesta que é a mais silenciosa das catástrofes naturais. Falta agua para a comida, para o banho, para os animais. As nuvens também não chegam para os agricultores do interior do Rio Grande do Sul, temerosos por sua safra de arroz, agora pouco irrigada. Longe de tudo isso, e debaixo de seus macios edredons, a blogosfera dorme.
Mas e esse sono, e esse torpor? Será que é só a chuva que cai? Ou dorme a blogosfera por outros motivos? A blogosfera dorme ou a blogosfera hiberna? A blogosfera dorme ou a blogosfera se ausenta, se cala, esperando um momento melhor pra se pronunciar?
A blogosfera dorme porque se ausenta, se ausenta porque espera. A blogosfera espera as definições da política, da rude política municipal, a única agenda possível neste ano de Olimpíada. Não se fala de esportes, não se fala de cultura, e muito menos de economia: a blogosfera capelista dorme sonha e acorda falando em politica municipal.
Eu nem deveria estar aqui escrevendo, tenho outras coisas a fazer: aulas, provas, bancas e outros cavacos da vida acadêmica. Mas acho que devo me pronunciar, se houver quem queira escutar: a blogosfera anda em estado de espera para as tais das convenções dos partidos, pra saber como as composições das chapas serão fechadas. Ninguém aí pro Rio mais 20, pra final da Copa do Brasil, pro grandioso jogo do Furacão contra o Ceará no Inferno da Segundona. As pessoas querem mesmo é o poder.
Acho que devemos nos preocupar com o poder sim. A catalepsia da ultima semana na verdade corresponde a um tufão nos bastidores da cena, uma briga de foice que não é bonita de se ver. Tirem as crianças da sala. Como um comentarista do cotidiano nascido na terra de Bento Cego, tenho dois olhos e acho que vejo bem, embora a idade tenha me forçado cada vez mais ao uso de óculos. A blogosfera dorme. Quando ela acordar de novo, o que sonharemos?
(postado originalmente no Bacucu com Farinha em 21/junho/2012)
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
EXAMES ESCOLARES
Como de costume, para os exames de
Escolas isoladas, o Sr. Inspetor nomeia uma ou duas professoras de escolas
isoladas, ficando assim constituída a banca examinadora.
No ano de 1948 as duas examinadoras, de acordo
com as instruções, efetuaram os exames de todas as escolas.
Em uma das escolas a professora dando
uma demonstração sua capacidade de ensino e da habilitação de seus alunos fez
uma exposição à banca examinadora do grau de instrução que tinha ministrado aos
mesmos.
E começou o exame.
A certa altura a examinadora pergunta a
um aluno, "você tem 2 bananas, come uma, com quantas fica?"
O aluno prontamente responde com 1...
"E você menino, tem uma banana e come,
com quanto fica?"
Responde o aluno: "com a casca,
professora ..."
Foi motivo de riso a pronta resposta do
aluno.
Em outra escola a examinadora
perguntava aos alunos:"Quem nasce em São Paulo o que é?" Respondeu um que é
paulista, quem nasce no Paraná paranaense. E que nasce em Alagoas, houve um
silencio...
A examinadora: "Respondam, é tão fácil..."
Um caboclinho responde prontamente lá
do canto...
"Quem nasce na lagôa é sapo".
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
19 DE FEVEREIRO: SEMPRE ALERTA!
| Os escoteiros da Tropa Valle Porto, agitando a Deitada-a-beira-do-mar nos anos 1940 |
Hoje, há setenta e três anos atrás, o escoteiro Milton Oribe
entregava uma carta à Getúlio Vargas. Era o momento culminante de uma saga que
havia começado em 16 de dezembro de 1941, quando os cinco escoteiros, Alberto, Milton,
Antônio, Manoel e Lídio, partiam de Antonina
com destino ao Rio de janeiro. A história está ainda viva na cidade, todos
sabem contá-la. Existe a foto, incessantemente reproduzida, da entrega da
carta. Existe o diário de Lídio dos Santos Cabreiro (o Canário), que conta os
pormenores da caminhada. Volta e meia, algum jornal dá conta do sucesso: foi
assim com a recente e boa edição do jornalista Diego Antonelli, da Gazeta do Povo (aqui).
Nosso querido Luiz Henrique da Fonseca também começou a publicar as aventuras
em seu blog (aqui), “As aventuras da patrulha Touro”, que terminou sem
terminar. Tem mais, Luiz?
De resto, existe o relato factual de Canário: ele nos mostra
um grupo de meninos-adolescentes do anos 40 numa real aventura. No seu diário,
refeito em 1985, mostra as agruras que passaram, os perrengues todos e as
festas que fizeram no carnaval do rio de janeiro. Um precioso depoimento de época.
Ali sabemos que o chefe Alberto Storache não foi ao encontro com o ditador
porque ficou no banheiro do quartel enquanto o caminhão com os meninos saia.
Quem entregou foi Milton Oribe, talvez o segundo na linha de comando. Ironias
do destino...
Em anos passados, fiz alguns questionamentos em meu blog,
sobre alguns pontos obscuros e o real significado da saga (aqui). Ainda permanecem
obscuros os seus resultados concretos , bem como é importante saber como isso
ocorreu, já que foi uma ação planejada de dentro do Estado Novo. Qual foi seu
impacto nos anos seguintes? Como isso mudou (ou não) a cidade?
Toda uma geração foi educada no escotismo, sob a sombra dos
meninos-heróis. Ser escoteiro e ainda mais escoteiro de Antonina não era
brincadeira: o movimento escoteiro do Paraná – e do Brasil – sabia e dava o
devido valor à aventura dos meninos capelistas. Hoje vejo meus colegas de farda
orgulhosos exibindo as suas – nossas – fotos nas redes sociais. Refletem todo
um movimento importante da juventude que marca nossa experiência no século XX. Ser escoteiro
tinha o seu valor.
Lidio Cabreira, no final de sua narrativa exorta a que
alistemos nossas crianças no movimento escoteiro: “você estará criando o seu filho amigo, leal, cortes, bondoso, útil e
sem vícios e cumpridor de seus deveres”. Alguns vão dizer que isso falta
hoje em dia, que não temos mais valores, e tudo isso. Acho muito relativo e até
mesmo perigoso. Eu mesmo não sei se
ainda cultivo algum valor, se sou leal,
cortes ou bondoso, se faço minha s boas ações ou se sou um bom cidadão. De boas
intenções andam lotados os círculos infernais.
Mas sei que o Movimento Escoteiro, para além de suas boas
ações, fez de mim este ser que ama seus amigos de farda e sua terra, a bela
Deitada-a-beira-do-mar que inspirou essa e outras belas histórias pra serem
contadas em tardes felizmente chuvosas como a que estou vendo agora de minha
janela. É isso que eu gosto de ver naquelas fotos antigas em preto e branco que
vira e mexe são postadas na rede: este é você, este é ele, este sou eu. Somos
todos orgulhosos escoteiros de Antonina.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
CHEIRO DE PANO QUEIMADO
Certa vez um desse muitos boêmios que existem chegou em um butéco e perguntou se tinha um aperitivo bem forte.
O garçon pôs alcool com outra mistura e
o deu - ele achou bom, mas não muito.
No dia seguinte o mesmo voltou ao
butéco e solicitou outra dose mais forte se possível...
O garçon lembrou-se que o seu patrão tinha tirado o acumulador do
auto e despejou a água da carga do mesmo (ácido) em um vasilhame apropriado.
O garçon retirou um copo de água do
vasilhame fez uns pingados, e deu ao boêmio. O mesmo tomou e lambeu-se; e sahiu
dizendo, "esta sim é forte, até parece que queima".
Encontrando um bloco de amigos de sua
espécie parou para conversar, o efeito não se fez demorar, sentiu vontade
de soltar um perdido e, pedindo licença aos companheiros assim fez. Um
reclamou o cheiro forte e outro alegou que sendo Semana Santa era pecado atirar
traques, tudo em gozo da boemia.
Um minuto depois exalou um cheiro de
pano queimado, e disse um, "Quem está pegando fogo?"
Verifica dali, daqui, e o tal estava
com a cueca e a calça queimada, efeito do perdido que soltara.
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sábado, 14 de fevereiro de 2015
O RIO QUE TUDO ARRASTA
![]() |
| Os professores na invasão da AL-PR. copiei daqui: http://bitly.com/1zxB5lr |
Estive uns dias bem longe, na cidade mineira de Pihum-hi, no
alto São Francisco, próximo a Furnas, para uma atividade didática com meus
alunos. De volta a Campinas é que pude ver o que foi a manifestação de 12 de
fevereiro deste ano em Curitiba. É a gente bronzeada das redes sociais (e dos
movimentos sociais) mostrando seu valor. Que maravilha, meninos.
De um lado, um governador que atropelou e fugiu. Beto Richa foi
o único responsável pela crise econômica que atravessa o estado. Fazendo o que?
Com certeza não foi politica publica e de inclusão. Foram quatro anos medíocres,
sem compromisso com a população. Na reeleição, surfou em cima da onda
antipetista, aliou-se ao que se tem de mais atrasado na politica paranaense e
se deu bem, se reelegendo ainda no primeiro turno. Mas e ai? Mais um governador
medíocre que o Paraná tem. Beto Richa é um politico sem expressão nacional
governando um estado rico economicamente e medroso politicamente. E agora,
Beto? Vai Continuar mastigando isopor? Até quando isso vai dar certo?
É claro que não deu. O Brasil não é mais o pais de antes de
2013, para o bem ou para o mal. O mau humor do povo nas ruas bate à sua porta e
não tem mais volta. Os movimentos populares vieram para ficar, mesmo que eles
ainda não saibam disso. O governador convocou sua lamentável tropa de choque,
comandada pelo “delegado” Francisquini, político bufão e sem fibra. Adoráveis as
gozações de sua empulhação e de sua covardia quando é a hora de lutar o bom
combate. Contra a massa organizada não há argumentos. Beto Richa viveu seu dia
de Álvaro, o Dias. (este, aliás, somente outro dos bufões que a politica
paranaense adora inventar e manter no circo da “polititica” local).
É de se rir quando se fazem apelos pela ordem chamando os adversários
de baderneiros, de vândalos. É o padrão Casa Grande, querer que a Senzala se comporte
e seja bonitinha mesmo quando é aviltada e humilhada pelos sátrapas de plantão.
A crise não foi provocada pelos
professores paranaenses, categoria corajosa e que sempre está na liderança dos
movimentos sociais num estado amorfo e sem brilho próprio. Desde os anos 70 os professores
foram a vanguarda das movimentações sociais no estado. Chamar de baderneiro quem
está lá na linha de frente do ensino falido que nossos governantes impingem à
massa não é só cinismo, é deboche.
“Do rio que tudo
arrasta se diz violento, mas não se dizem violentas as margens que o oprimem”.
Nada como o bom e velho Bertold Brecht para nos lembrar que, no século XXI os
movimentos sociais não estão mortos como queriam alguns. Lembrar que existem
muitos combates a serem lutados na área social e politica. Internacionalmente,
a intervenção da maior potência militar do planeta deu origem a uma instituição
política que não fazia sentido desde o século XIII, o califado. Aqui no Brasil
pululam os que querem aumentar seus ganhos a custa de miséria, desemprego e
especulação econômica. Guincham aqui e acolá velhos e novos lacerdistas. No Paraná
os “xoques de jestão” de Beto Richa levaram
o estado a ser realmente um estado mínimo. Não sei quais seriam os próximos passos
nesta luta. Mas dignidade não se negocia, se conquista. Parabéns aos mestres
por essa lição ao governador e seus gorilinhas de papel.
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domingo, 1 de fevereiro de 2015
FEVEREIRO NA DEITADA-A-BEIRA DO MAR!!
4/02/1950 |
Com
a presença do Dr. Pinheiro júnior representando o Governador Moysés Lupion,
João Chede, Nagib Chede e outros, foi as 16,30 horas no Teatro municipal,
feito a inauguração da Rádio antoninense Stela - "A sentinela
democrática do ar".
(anotações
MANECO PICANÇO)
|
4/02/1949 |
É rezado um terço na Laranjeira (O primeiro
terço)
(anotações
MANECO PICANÇO)
|
05/02/1925 |
Nascia, em São Paulo, Wilson
Rio Apa
|
08/02/1931 |
Falecia, em Petrópolis- RJ, Antônio Luiz Von Hoonholtz, Barão de Tefé
|
10/02/1954 |
Renuncia ao cargo de prefeito de antonina o Sr Ivo Silva,
eleito pelo partido trabalhista brasileiro (PTB)(anotações
MANECO PICANÇO)
|
10/02/1937 |
Falecia, em São Paulo, o Conde Francisco Matarazzo
|
11/02/2004 |
Falecia Heitor Vieira (Relen
Salu Berg)
|
15/02/1842 |
Nascia, em Porto de Cima, Antônio Ribeiro de Macedo (Coronel)
|
16/2/1931 |
O
Jornal de Antonina foi fundado por João da Cruz Leite (anotações
MANECO PICANÇO)
|
16/02/1854 |
Nascia Teófilo
Soares Gomes
|
16/02/1920 |
Inaugurado o Estádio Francisco Pinto (A. A. 29 de maio)
|
16/02/1947 |
Era fundada Escola de Samba do Batel
|
16/02/1991 |
Era fundada Escola de Samba Leões de Ouro
|
17/02/1962 |
Inaugurado o Cine Ópera
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19/02/1942 |
Escoteiros de Antonina entregam mensagem a Getúlio Vargas
|
22/02/1979 |
Era fundada Escola de Samba Unidos do Portinho
|
27/02/1932 |
Falecia, em Curitiba, Ermelino
Agostinho de Leão
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sábado, 17 de janeiro de 2015
JANEIRO EM ANTONINA!!
|
02/01/1740
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Falecia Manuel do Valle Porto
|
|
02/01/1960
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Falecia o Dr. Carlos Gomes da Costa
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12/01/1713
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João Rodrigues França, Governador da Capitania de Paranaguá, concedia
terras a Manuel do Valle Porto (sesmaria da Graciosa)
|
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14/01/1871
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Nascia, em Curitiba, Ermelino Agostinho de Leão
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21/01/1857
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Villa Antonina era elevada à categoria de Cidade
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26/01/1971
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Inaugurada a Usina Capivari-Cachoeira
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26/01/1952
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Jangadeiros. Realizando um raide de fortaleza Ceará a Porto Alegre (R.G.S)
chegou a Antonina em 26/1/52 - componentes jangadeiros - chefe mestre
Jeronimo Andrada de Souza, Manoel Pereira da Silva, João Batista Pereira,
Manoel Lopes Martins. No Rio ingressou na jangada o jornalista do Globo
Venizio de Lima e em Paranaguá Paulo
Frei Pereira do serviço de caça e pesca e Diuone Machado da Delegacia Marítima
do Trabalho do Paraná. (ANOTAÇÕES MANECO PICANÇO)
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27/01/1973
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Inaugurada a Estação
Rodoviária Municipal José Thomás do Nascimento
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30/01/1942
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Chegada dos heróis escoteiros ao Rio de Janeiro
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30/01/1955
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Inaugurado o prédio do Fórum
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(COLABORAÇÃO DE CELSO MEIRA)
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sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
É SÓ NA LUA QUE ANDA E FICA BARATO
(conversa de caboclo do litoral e
interior)
Época de caranguejo.
Estava a CR$10,00 a duzia.
Um caboclo do interior chega ao mercado
e vendo pouco caranguejo pergunta o preço e obteve a resposta de CR$10,00 a
duzia, que achou caro. Indagou se não ficava mais barato o que obteve a
resposta:
- Só na lua...
O caboclo ficou intrigado, e
retrucou:
- Porque só na lua?...
- É só na lua que ele anda.
O caboclo fez uma pauza e disse...
- Eu bem que cismei que um bicho tão feio
como este, parecido com uma aranha, só pode ser coisa de outro mundo, e se ele
vem da lua até é barato por CR$10,00 a duzia.
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quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
UM DIA DE SOL E CHUVA
em memoria de Salvador Picanço (1934-2008)
Ontem aqui em casa o céu amanheceu azul, azul. Parecia céu
de inverno, mas não era. Lá pelas duas da tarde o calor estava forte, e no meio
da tarde chegamos fácil a 32°C na sombra. Às 6 da tarde, nuvens se acumularam. O
céu pretejou e começou a ventar, ventar mais forte, e dali a pouco começou a
chover. Choveu uma chuva fraca, mas firme, até a hora de ir deitar.
Quando chove assim e a gente coloca a cabeça no travesseiro,
é hora de pensar. Pensar o quê meu Deus? com tanta coisa na vida que a gente
tem que pensar! É aula, é aluno, é
colega, é o programa de pós, o currículo Lattes. Pode ser também o de dentro: a
casa, a próxima reforma da casa, a vida dos filhos, dos pais, dos irmãos tios e
cunhados. Pode ser também a vida dos amigos, dos filhos dos amigos. Pode ser
aqui, pode ser o mundo, pode ser tanta coisa...
Ontem, pensei no meu pai, que teria completado 81 anos. Pensei
na sua vida, na sua força, no que significou pra mim. Eu, menino, morria
de medo de levar bronca: era bronca por tanta coisa, que eu nem sabia de onde
vinha. Meu pai era um ser enorme, capaz de me levantar do chão, capaz de me dar
umas palmadas meio envergonhadas, capaz de me dizer coisas ou apontar meus
erros com voz de trovão.
Depois, mais da minha altura, ele começou a ter fraquezas,
começou a ser humano. Eu agora via os seus erros, suas falhas, seus lapsos. O pai,
que antes era um Zeus olímpico, passou a ser humano, demasiado humano. Mas era
meu pai, e eu sempre respeitei muito suas opiniões e atitudes, embora nem
sempre concordasse com elas. Achei por um bom tempo que iria ser diferente, que
iria fazer diferente. Porque, afinal, eu não era meu Pai.
Algumas falhas de meu Pai eu deplorei, mas tentei acha-las também
em mim. Para meu grande espanto, elas também estavam lá, grudadas feito o limo da
calçada de sua casa. Tenebrosa como os cantos escuros dos quintais de minha infância,
cheios de lesmas, caramujos e bichos nojentos. Minha primeira sensação foi de
espanto e terror: eu era igual a ele.
Quando sai de sua casa e comecei a minha vida é que eu vi o
quanto era dura a vida de meu Pai. Comecei a ver que eu não conseguia ser
diferente dele e, em muitos casos, eu conseguia mesmo ser pior. Frequentemente me
comparava com ele, e me sentia sempre menor, mais fraco, mais tolo, mais “mocorongo”.
O que eu poderia fazer pra merecer algo dele?
Tentei, os céus bem sabem que tentei. Adorava ligar pra ele
no seu aniversário, quando estava viajando longe. Quando estava por perto, eu
ia lá, conversar na varanda da sua casa um monte de coisa sem nexo, futebol,
politica, historia. Sobre Antonina, suas belezas e mazelas, conversávamos sempre. Do muito que conversamos, infelizmente acho que conversamos
pouco o que sentíamos um pelo outro. Éramos os dois “homens demais” pra aquela
conversa chororô.
O fato é que amei profundamente aquele velho ranzinza e
turrão. Como não poderia amar aquele homem? Acho que não sou ranzinza e turrão,
mas carrego zelosamente outros defeitos dele comigo. Tenho muito orgulho de ter
feito parte de sua vida, de ter tomado café com pão d´água na cozinha, de ouvir
seus planos, suas ideias. Homem pra ter planos e ideias, meu pai. Nos últimos anos,
lembro de ter, junto com minha mãe e minhas irmãs, brigado com ele pra ele tomar
remédio, brigar pra ele seguir repouso, e essas coisas que se diz quando se ama
um doente querido, mas chato.
Hoje, amanheceu outro dia. A chuva parou, o céu amanheceu
novamente azul, mas o sol não deixa dúvidas de que será outro dia quente. Os
sabiás aqui do quintal estão já trabalhando em seus ninhos. Lembro com carinho de seu Dodô, de sua vida e
de seu exemplo e sigo adiante, vivendo minha vida, mas carregando fortemente em
mim as lembranças dele.
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quinta-feira, 6 de novembro de 2014
A GAZETA ANTONINENSE!!
![]() |
| O jornal a Gazeta Antoninense, de 1884, deliciosa recordação do passado da Deitada-a-beira-do-mar |
Neste dia em que a deitada-a-beira-do-mar faz seu
aniversário de 217 anos – mas com um corpinho de 216!– apresento uma singela
recordação de um importante documento para o povo capelista disponível aqui na
internet (ver aqui). Trata-se de uma cópia do jornal “gazeta antoninense”,
numero 3, de 16 de novembro de 1884, publicado pelo site da hemeroteca digital
da Biblioteca Nacional. A hemeroteca digital é uma imensa e amigável
plataforma, onde se podem encontrar muitas outras preciosidades...
A princípio, sabemos pouco da referida “Gazeta”: no
subtítulo ela se intitula como “órgão imparcial”, com publicação semanal. Seu
diretor era Joaquim S da silva, que já colocamos aqui como um dos pioneiros da
imprensa capelista, ao lado de tantos outros que vieram depois, já no século
XX, como João Leite e sua filha Armandina, Admaro Santos e outros, numa lista
bem extensa. Neste único exemplar, que somente
foi preservado porque foi enviado ao Coronel José d´Almeida, residente na corte
(Rio de janeiro), temos algumas noticias interessantes.
No editorial, um texto falando sobre a potencialidade do
município, pedindo a união dos “esforços particulares, com o auxilio protecionista dos
poderes provinciais”, para cuidar do incremento da produção de cachaça em
Antonina. Convoca os agricultores e capitalistas para a indústria da cana, que
então estava sendo importada para nossa região, em notável prejuízo para os
agricultores. O texto conclama para uma união de capitalistas e agricultores,
junto com uma politica fiscal adequada para reverter este quadro.
Ainda na primeira pagina, na seção de noticias, é
reproduzida uma representação conduzida pelo coronel Teóphilo Soares Gomes,
pedindo a construção do ramal ferroviário para antonina. A representação é
citada por diversos homens públicos e comerciantes da cidade. Trata-se de uma
importante reivindicação, pois com a construção da ferrovia, antonina perdia a
primazia em termos de transporte de mercadorias para o porto, encarecendo o
produto e prejudicando os comerciantes da cidade. Este ramal viria a ficar
pronto em 1890, seis anos depois desta representação.
Na pagina 2, há uma noticia policial: a liberta Maria,
conhecida pelo apelido de “Sacandé”, teria amanhecido morta na estrada do
Itapema. A notícia informa que, tendo o habito de se embriagar, a vítima estava
ferida por “instrumento cortante”. Como há pouco s dias a vitima havia entrado
numa briga com o cigarreiro Luiz Fernandes, quando este espancava uma mulher,havia forte indicio de crime, e o texto diz esperar do Sr. Delegado os devidos
esclarecimentos.
Outra noticia criminal é de um homem que foi preso ao
desembarcar do paquete “Aymoré”, que entrara na nossa formosa baía vindo de Santos no dia 10 de novembro último.
De uma verificação no seu quarto, no hotel Camacho, foram encontradas
jóias e cerca de 702$000 em dinheiro. Ao que tudo indicava tratava-se de um
fugitivo que vinha de Santos, onde havia cometido um terrível crime.
Aguardava-se a requisição das autoridades paulistas para que o criminoso fosse encaminhado àquela
praça.
Nesta pagina há também uma poesia satírica de Alberto Corte
Real, dedicada a seu amigo Teóphilo Soares Gomes. Nela, o eu da poesia relata
um sonho em que seria herdeiro de Rotschild, célebre banqueiro judeu. Mesmo
sendo bom cristão, o “ouro cegou-lhe os olhos da alma”, e, de maneira
demoníaca, entregou-se aos prazeres da riqueza e da luxuria sem freios. No
entanto, quando o sono acabou, o único alívio que sentiu foi ter acordado tão
somente “um bom cristão”.
Nos anúncios figurava com especial desenvoltura o senhor
Manoel Miranda, vendendo desde bules e açucareiros de ferro até camas de ferro.
Há também uma extensa propagando do sulfato de quina Marca Flexa, tendo ainda
um parecer do doutor Joaquim Câmara, do Rio de Janeiro, que atesta as faculdades
e a pureza da medicação.
Por último, mas não menos importante, Antonina recebia por
aqueles dias o magico Jules F Bosco, um artista internacional mostrando seus
talentos para os bagrinhos. O anuncio do espetáculo era um primor de horror, ao
menos para a época. Um homem (seria o próprio Jules F Bosco?) segurando uma
cabeça ensanguentada. Queria pegar uma maquina do tempo e ir lá ver.
Enfim, um singelo presente para meus queridos conterrâneos,
hoje envoltos em tantos escândalos e confusões e que merecem olhar com carinho e curiosidade
para esta interessante documento que nos mostra a capela de outras eras...
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| Anuncio do espetáculo do magico internacional Jules F Bosco na Antonina de nossos trisavós!! |
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sexta-feira, 31 de outubro de 2014
DE FOCAS E OUTROS BICHOS
| As focas estão brabas!! |
Antonina está na mídia por estes dias. Não por suas belezas, por sua história ou por
seu povo, sempre tão alegre e generoso. As
noticias do afastamento de João D´Homero e a guerra de liminares que se trava
por estes dias na Deitada-a-beira-do-mar são o grande assunto na cidade e sobre ela.
João pode até vencer a batalha de liminares, mas perdeu uma
importante batalha na guerra de seu mandato. Se sua atuação fosse proba, se sua
atuação fosse correta e eficiente, se a população visse nele alguém que luta
por ela e não por seus interesses ou de seus amigos, certamente não estaria
passando por este perrengue todo. Nenhuma das gestões anteriores que me lembre,
embora algumas tenham sido abaixo de zero nestes quesitos, superaram o desgaste
desta atual gestão.
João pode vencer a batalha das liminares, pode cabalar uns
votos na câmara, pode achar algumas brechas na lei, mas nada esconde o fato de
que sua gestão está sendo, no mínimo, insuficiente. O descaso com a Saúde parece
ser a ponta de um grande iceberg que pode vir a tona com investigações livres e
desimpedidas.
Por falar em iceberg, parece que um dos factoides da reunião
da câmara na terça, quando se decidiu pela comissão processante, foi a fala de
um vereador, chamando os cidadãos que ali estavam de “focas amestradas”. Além da infelicidade de investir contra cidadãos e eleitores, parece que o referido vereador é quem parecia amestrado, ao defender
o indefensável. Sim, pois onde há fumaça há fogo. A coisa pública não pode ser usada
como se privada fosse. Há que se investigar.
Depois de junho de 2013 nosso povo perdeu a paciência, para
o bem ou para o mal. Estamos impacientes, estamos com pressa. Não se trata de
se fazer o que sempre se fez, há que se fazer mais: saúde, educação, transporte
publico, tudo isso é importante e urgente. Não se pode brincar com estas
coisas. Mas aparentemente, o poder público municipal é que estava equilibrando
bolas, batendo palminha e dando gritos roucos pelas ruas. E ainda querendo
apanhar todos os peixes que lhe eram atirados.
A câmara está cumprindo seu papel. Parabéns ao presidente da
câmara, vereador Márcio Balera, que, no meio deste nevoeiro, leva o barco
devagar. Com calma, respeito às leis e transparência, tudo há de ser
esclarecido. E esse é, precisamente, o papel dos vereadores, o motivo pelo qual
de quatro em quatro anos sejam reconduzidos a seus cargos: fiscalizar o
executivo.
O que não pode, o que não dá, é a situação que encontrei em
fins de setembro na terrinha, com pessoas insatisfeitas, um poder público
arrogante e descompromissado, serviços públicos insuficientes. O povo elege, acredita, confia. Se não confia,
protesta, pede pra sair. Se for o caso, tem que sair, é do jogo.
Antonina quer mar, arte e amor; mas com saúde, educação,
transporte publico de qualidade.
Focas, leões marinhos e outros bichos querem respeito.
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quarta-feira, 29 de outubro de 2014
IMPEACHMENT?
E não é que o assunto mais quente do momento não é Dilma nem
Aécio, mas sim João Ubirajara Lopes, o João D`Homero?
Quando estive em nossa querida Deitada-a-beira-do-mar, há cerca de um mês, fiquei muito assustado com as histórias que ouvi sobre a gestão de João
D`Homero, aqui e ali. Ouvi casos escabrosos de problemas administrativos de sua
gestão, contados desde por quem enfrentou sua candidatura nas urnas até os que
foram de sua base de apoio desde o mais tenro início. Do que ouvi, tudo se
resumiu a desânimo e desalento com o prefeito e sua gestão.
Parece que o prefeito eleito se encastelou no poder, qual um
rei em seu trono, e que imaginou que os mais de cinco mil votos que recebeu
fossem uma grande promissória, a descontar em quatro (ou oito!) anos. Um rei sem
compromisso com quem o colocou ali, ou seja, com os cidadãos, sem compromisso
sequer com os que o ajudaram na campanha. Com truculência e bravatas, tratava
de calar no berro seus inimigos políticos. Terminou por se isolar até mesmo dos que o
apoiaram e continuou teimosamente a fazer-se de surdo ao tal "clamor popular".
Lembrei-me de que, durante a campanha eleitoral de 2012 fiquei realmente
assustado com seu plano de governo, cheio de promessa vagas e pouco
consistentes (ver aqui). Comparei-o, na época, ao cavaleiro inexistente de Calvino,
o que só existia dentro de sua armadura. Vejo que agora, sem um norte, o
cavaleiro branco que ganhou os corações e mentes da cidade em cima de um trio elétrico
não tinha mais consistência que uma alegoria de escola de samba (com todo o
respeito às escolas de samba de minha terra e suas formosas alegorias, claro!).
E o que era clamor, virou protesto. Virou panelaço, virou
passeata (aqui) e, por fim, virou um pedido de cassação, movido pela advogada Ruth Fernandes. A Câmara,
em que pese os vereadores mais combativos, travava um combate um tanto quanto
passivo, com reclamações pontuais. Com o pedido de cassação, os nobres edis
foram obrigados a tomar uma atitude mais consistente. Vejo nas redes sociais
grandes "rencas" de anônimos (infelizmente anônimos) reclamando dos vereadores: ué,
eles são os vereadores que temos! Foram legitimamente eleitos. E, ouvindo o “ruído
rouco das ruas”, pelo menos alguns deles tomaram uma atitude (ver aqui).
Não sei o que vai ser da tal da “comissão processante” da Câmara Municipal de Antonina, mas
desejo-lhe sorte e coragem. Sorte pra navegar nestes mares bravios da
investigação minuciosa da má gestão e da incúria para com a coisa publica. Há que
se ter estomago. E coragem pra mudar o que tem que ser mudado. Não podemos
conviver com governantes que, embriagados pelo poder, esquecem-se do motivo
principal para o qual foram eleitos.
Doa a quem doer. Nossa querida Deitada-a-beira-do-mar não merece mais sofrer assim.
sábado, 16 de agosto de 2014
FESTA DE N.S. DO PILAR (DE 1929!)
FESTA DE NOSSA SENHORA DO PILAR
POR OCTAVIO SECUNDINO
Quando Antonina está no reinado da Virgem do Pilar, ricos e
pobres se confraternizam.
O mercado tonar-se repleto de “iguarias do mar”.
Lembra-se do tempo dos Rosas, dos Quarteis, dos Nunes, dos Pires,
dos Mellos, dos Ribeiros, abastados donos de sítios de fartura.
Ao tempo do prefeito, o eminente chefe republicano Coronel
Theóphilo Soares e do saudoso cidadão patrício Coronel Libero Guimarães, era
estabelecido o preço fixo para a venda de peixes, mariscos, fructas e outros “saborosos
da praia”, para que não houvesse excesso de zelo..., especialmente para quem
aparecesse no caes com ares de “curitybano”.
Era o tempo do 3 por
2; do “5 por um tostão”, do “um por um vintém”.
Constitue um dos encantos do visitante a ida ao mercado e
assistir, da rampa, o espetáculo grandioso que oferece os portos de mar, em dia
de bom tempo, ceo azul, mar esverdeado, ora
calmo, em plácido marulhar, ora agitado, nervoso, erguendo ondas que se
perdem ao longo do horizonte, lá, muito lá fora; a bahia sulta de embarcações,
os morros que a circundam, limpos de neblina, e tudo isso , esse desenrolar de belezas
deve-se ao mar, o misterioso mar:
Vejo-te às vezes calmo, serenado,
E de repente crespo, revoltado,
Em montanhas de enormes galahões,
Por ti ó mar vivo enamorado,
Vendo surtos, em te seio esverdeado,
Os bergantins de nossos corações...(OS)
O tempo, no decurso da festa se conservou firme, belíssimo,
ceo azulado, temperatura agradável.
O povo teve como milagre o fato de ter soprado, 5 dias,
forte noroeste, sem agua.
A chuva só veio no dia 16, depois de encerrada a festa.
Lembram os romeiros que, no ano passado , por ocasião da
festa, choveu 9 dias seguidos, até o dia 14, e no dia 15, festa do Pilar,
amanheceu branda a temperatura, dia lindo, ceu optimo.
O povo, nestes dias claros do 8º mez do anno, acorre ao
recinto sagrado, cheio desse clarão imortal da fé e da crença, dessa bemdicta
fé que com luz explendente ilumina o infortúnio com seu piedoso e meigo
sorriso; dessa bemdicta crença que avassala os corações, para entoar hymnos da
paz, preces de amor a virgem Cheia de Graças, numa vibração sonora e de
mysticos encantos aflorando com a nobreza de sentimentos, que são o sacerdócio do
culto dos bons religiosos.
E o tempo da virgem, com Tropheos de milagres, orgulhoso das
galas da santa, literalmente engalanado, parece querer alargar-se para dar
logar aquelles que pedem lado para provar a sinceridade de sua veneração, num
profundo silencio, num verdadeiro sentimento religioso, o fervor de sua fé, a
santa, que em seu templo, branco com ao paz, acena aos navegantes, divinas
promessas que a fé infunde nos corações dos que, entre o ceo e o mar, nos dias
e nas noites de tempestades, volvem a lembrança para o orago milagroso.
Quando a virgem do pilar, em procissão, sahiu a rua, durante
todo o santo passeio, os sinos da matriz, do s. Benedito e do Bom jesus do
Saivá repicavam alegremente, esturgiam foguetes, tocavam as bandas musicaes da Policia,
Lyra Infantil, e as dos Menores Marinheiros de Paranaguá e salvavam os
morteiros, até se recolher o cortejo, após se percorrer as ruas marcadas da
cidade e, que, ao entrar, em seu santuário, a virgem do Pilar, abençoa a terra
e o povo antoninense, a todos os seus fieis e romeiros.
Preocupou o espirito dos crentes, o facto de, quando a santa
passava pela rua 15, quase cahira a sua coroa, porem tal fato não merece
aprehensões , porque foi, tão somente, por ter estado a cidade com suas ruas
embandeiradas em arcos e ao passar por um deles, os que levavam o andor não o baixaram
suficientemente, de modo que a coroa bateu-se nos arcos.
Não foi um mal. Foi a coroa da Rainha do que quis tocar as
palmas, as bandeiras e as flores, com que a glorificavam os que a adoravam. .
No pateo da matriz haviam lindas barriquinhas que iluminadas
a noite ofereceram lindo aspecto. Appareceram de fora, uns pavilhonetes com
jogos – um dos detestáveis e nojentos vícios que putrificam a humanidade – mas que,
o zelo precioso do dr. Prefeito e a aplaudida e sensata acção do Tenente
delegado, fizeram desaparecer.
A noite, uma rica noite de prata, os clubs abriram,
sorridentes, os seus vastos salões.
O Club Antoninense, tradicional de meio século, creado em
agosto de 1873 por Hipólito Joaquim Theodoro de Oliveira, presidente; Manoel Pacheco
de Carvalho, vice –presidente; João Álvaro de Aguiar, 1º secretario; Antônio José
da Luz, 2º secretario; Joaquim Barnabé de Linhares, Thezoureiro, e João Manoel Ribeiro
da Fonseca, procurador; deu brilhantíssima nota.
Nesse veterano club não há muito tempo, encantaram com a sua
proveitosa acção; Coronel Theófilo, Coronel
Líbero, Coronel Marçallo, Dr Quincas Mendes, José f de O. Marques, João Vianna,
Lourenço da Veiga, Polycarpo Pinheiro, Joaquim Muniz, Dr. Cunha Bueno, José
Leandro, Alves dos Reis, Joaquim Loyola, Praxedes Pereira, Antônio Soares Gomes,
Lauro Loyola, Theófilo Marques, e outros.
No Club 14 de julho, foi um baile a altura de grandes
festas. O sympático club, de vibrações de Salvador Picanço, Erasmo Vianna,
Sebastião Damaso de Souza (o sempre lembrado Nho-nhô Libanio), Cel. Benigno Lima,
Cel. Leopoldino de Abreu, Agostinho Marconi, Coronel Antônio Macedo, Cel.
Joaquim Linhares, João Luiz, Arthur de Sá, Alfredo Neves, Carlos Withers,
instalado a 14 de julho de 1908, relembra as victórias da sociedade
antoninense.
O Club dos Operários primou pela alegria.
Nos três representativos da elite capelista, o enthusiasmo,
a cordialidade, a satisfação e o bom tato imperaram.
As bandas da policia, a banda Lyra Infantil, do incansável Maestro
Urquiza e a banda dos Aprendizes Marinheiros, constituíram nota chic da festa.
O batalhão da Marinha, com seu garbo, ordem e disciplina,
vindo de Paranaguá, e comandado por apreciável oficial, realçou grandemente os
festejos.
Em tudo o que participou da festa, que do logar, quer de
fora, houve um conjunto harmonioso.
Os festeiros: Exmo Dr. Affonso Alves de Camargo, presidente do estado; Egberto de
leão; Madame general Carlos Cavalcanti. Madame general Adalberto Menezes, e
outros dignos cavalheiros e distinctas damas, concorreram sobremodo para a
pompa, realce e brilho da festa.
Terminando nossa pálida descripção, terminamos entre
saudades e amor do berço – ninho, em apagadas ruinas, cantando:
Há 42 annos – bela sina!
Foi que tive a ventura de nascer
Numa saudosa casa pequenina
Que imprimiu a ternura de meu Ser.
Foi na rua da fonte, em Antonina
19 de outubro. Que praser!
Foi um dia como este. E que divina
Primavera de amor a florescer!
Minha terra natal, risonha e bela,
Onde cantam os marujos, ó Capella
Que eu amo e exalto neste meu cantar.
Bemdicta sejas por teu sonho e brilho
Pela saudade e amor deste teu filho
Pela bençam da Virgem do Pilar!
Octávio Secundino
Curitiba, agosto - 1929
(essa pequena pérola achei no Jornal "A Republica", um dos mais importantes jornais do Paraná na época (clique aqui); é uma descrição, do ponto de vista das "zelites", como era a festa de NS do Pilar. Eram os tempos mais ricos da cidade, que nunca ais teria essa importância nem econômica nem social. )
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